Poetaria
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
gritos
enquanto
o silêncio
grita
amordaçado
em minha
garganta
teus gritos
são silenciados
impiedosamente
na tua
assovio
pluma
pairas-me
assovio
enfeitiçador
de eternidades
conversando
entre gargalhadas
fugidas
na madrugada
pra ressonar
vigilante
nos suspiros
dos bebes
adormecido
s
Estrela Dalva
não
não jogo-me
no ar
pra cair
no colo
da primeira
estrelinha
que passar
me agarre
rápido
Estrela Dalva
josé marcos
contaminados
me abraça
e vamos dançar
da primeira
até a ultima canção
último reggae
rock'n'roll
improvisado
feito nós
encontrados
contaminados
de amor
no futuro
incrustados
em cacos de vidro
jogados
em um terreno baldio
de quaisquer
bairros periféricos
destas cidadelas
esquecidas
nestes países
assassinados
das Áfricas
do mundo
desfigurada
aflito
o instrumento
lamenta
num choro
a dor
que
escorre
no rosto
mascara
desfigurada
que chora
de amor
josé marcos
lisérgicos
alucinantes
flamejantes
lisérgicos
suspiros
soam
trêmulos
entrecortados
por sussurros
encobertos
pelo silêncio
em que
roseiras
parem
botões
vibrantes
em perfume
cores
amarelo
branco
rosa
vermelho
enquanto
beijos
gemem
na tua boca
sequiosa
josé marcos
Sampaulicéia
São São Paulo
Sampaulicéia
meu amor
mais escancarado
absolutamente
desvairado
josé marcos
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