segunda-feira, 2 de agosto de 2010

amigo

Não te quero uma sinfonia de soluços,
reclamos,ais, suspiros...
mas no gargalhar debochado
aos desastres que sucubiram
frente a imponente persistência
molecamente tripudiando-se
no apego inconsistente
às coisas sem conseqüência
alinhavando lembranças
colecionando anos
feito figurinhas coladas
em um álbum incompletável.
quero-te, sempre, um abraço,
um afeto,
um afago.
para que possamos contar,
em outros tempos,
aos viajantes do futuro...
como é ter um amigo.

josé marcos

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