cada
lágrima
me
atormenta
prisioneiro
de
mim
presa
asfixiada
pedra
dura
que
compõe
a
argamassa
disforme
das
calçadas
sujas
de
egoísmo
assassinatos
genocídios
paixões
sem
escrúpulos
entre
sorrisos
pássaros
flores
crianças
inocentes
embaladas
nuas
em
sacos
plásticos
jogados
ao
meio fio
cada
lágrima
me
atormenta
as
tuas
as
deles
as
do mundo
as minhas
agonizando
no
salto mortal
jogado
no ar
espatifado
no
fundo
do
despenhadeiro
solitário
vida
josé marcos
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