sexta-feira, 21 de abril de 2017

pelo que eu saiba


 

não sou
um homem
de medos
o medo
a meu ver
é inventado
pelo que eu saiba
ninguém
nasce com medo
implantasse-o
constroisse-o
dissimuladamente
nas trevas
no silêncio
mas
entretanto
temo
as coisas escondidas
a caminhar
sombrios
pelo palco
mórbido
de algumas vidas
a choramingar
praguejar
amaldiçoar
permanentemente
a cada instante
apesar do sol
da lua
cometas
estrelas
do brilho
da luz
dos olhos
que refletem
a alegria
de nossos amores
sem compromisso
pelas flores
bichos
crianças
anciões
artes
pelos esquecidos
a gritar
incansavelmente
atrás
das pálpebras
de cada
olhar
rebelde
que desafia
desigualdades

josé marcos



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