sexta-feira, 30 de julho de 2010

sem aviso ou bilhete

na névoa turva
que cobre a cidade
teu rosto
aparece-me cintilante
sorriso,
estrela única na tempestade
brilha alegre
em minha lembrança.
e eu aqui
banido de tua presença
no exílio brusco da saudade
penso na distância carrasca
que nos separa.
rio
o riso tremulo da paixão
tola paixão
filha de momentos
que chegou
sem aviso ou bilhete
calma e moça
como a chuva de verão
molhou meu rosto
encharcou meu coração

josé marcos

pedacinho de cores

vagando nos céus
como pensamentos
líricos
de flor em flor
sem destino certo
apenas um pedacinho de cores
indiferente
ao mundo escuro
levando a vida
vivendo
no raiar da aurora
seu despertar
ao adormecer do sol
seu dormir
aventurando-se nas desventuras
do tempo
bailando
com a música dos ventos
em um infatigável dançar distraído
profecia inconsciente do ser
alegre sentir da existência
astuto romper
das sensações
sorrir da natureza
você
borboleta

josé marcos

rugas

nas rugas
de minha história
está escrito teu nome
não em letras garrafais
em cicatrizes profundas

josé marcos

um homem

não,
não importa que horas são
eu só quero um abraço
uma mulher
que me esprema
aninhe-me nos braços
morda-me a pele
arranhe-me as costas
sangre de desejo minha boca
em sonhos me traia
pela manhã peça-me perdão
sem que eu saiba qual a razão
eu só quero um afago
um beijo mal dado
sem gosto
apressado
no ponto do ônibus
tchau !

josé marcos

meu grito

que o meu grito não te espante,
te alerte
que o meu canto não te embale
te fortaleça
que o meu braço jamais te levante,
sempre te abrace
que meus olhos não só te vejam,
te enxerguem
que minha boca não só te beije
te sinta o gosto
que meu peito não te clame
só te ame

josé marcos

Igor

no toque rápido da vida
um carinho
Igor
pedaço frágil
da humanidade
respirando um pouco
do beijo louco
que tímido
lhe escorregou pelo ar
em mim
uma lágrima feliz
estilhaça-se
em infinitas partículas
de sorrir
por te saber
célula
Cláudia

beiral

deixei um beijo
no beiral da janela
e corri, corri
por horizontes
praças e avenidas
até encontrar
num tropeço
teu sorriso
estrela nova
que sem pressa
brilha meiga
no céu da boca
no teto do coração

josé marcos

mulher

mulher
nosso primeiro ninho,
oficina “caliente”
que gera os sonhos do futuro,
em teu ventre heróico.
mulher ,
es nossa , frágil porta para o universo,
fonte guardiã de mistérios
a conceber os signos de novas histórias.
mulher,
expressão viva da coragem
construindo , incansável, o tempo de homens novos.
mulher,
em todas as latitudes suplantas desafios,
infâmias, traições , opressões, violências .
mulher,
que de peito aberto , com mente e olhos atentos,
enfrenta os medos todos
para ser respeitada
mulher,
canto e encanto dos poetas,
saúdo e reproduzo teu grito a todos os ventos ...
dignidade, igualdade e liberdade, sempre !


josé marcos

meninas meninam

meninas meninam
meninando
as meninas
de Minas
me ninam.
me ninando
as meninas de Minas
meninam
me ninam

josé marcos

Oxumaré

Oxumaré, ba kororô ô
Oxumaré, ba kororô ô
teu oro no congá
“Aja e tate Angola a numa”.
Dine Angoloa numa a
Öxumaré ba oxin
alabeê bate a aguê
Curinma no cantuá
Abará, mungunzá
kora, timbau, ganzá
Ogum repousa
Oxalá reina
Auê de agogos e afoxês
Arreboboi Oxumaré

josé marcos

os fios de meu bigode

por entre
os fios do meu bigode
esparrama-se
um rio de odores
suaves perfumes
cheiro de cores
aroma de amores.
por entre
os fios de meu bigode
esparrama-se um temporal
de sabores
gostos picantes
de teu prazer doce
que me emociona


josé marcos

terça-feira, 27 de julho de 2010

o badalar dos sinos

a boca frouxa
cantou fraca e rouca
seu canto não saiu valente
apenas tímido
só indigente
mas ao ouvido afoito
soou tal o badalar dos sinos
anunciou a lucidez do anônimo
exigiu a força do fraco
mostrou a coragem do covarde
e de repente um maciço alarido
toma posse da praça
é o povo cobrando possesso
os dividendos do progresso
foi uma festa
uma grande festa
pena que acabou a luz
você foi embora
e nem esqueceu ...
um sorriso

josé marcos

apenas um aconchego

meu medo adormeceu
entre teus cabelos
escorreu na seiva doce
aromática do teu beijo
então sonhei
um sonho em devaneios
sem pressa
sem direção
apenas um aconchego
e a lua ...
na janela

josé marcos

olhos de loba

selvagem,
caleidoscópio
o tempo corre
corroe calmo
em instantes
todos os segredos
chegadas
partidas
do cais
da estação
do aeroporto
até do ponto final
lençóis esparramados
entre pétalas adormecidas
em um sonho ligeiro
reflexo na memória
e você
com seus olhos de loba
faminta
devorando-me
não a carne
a emoção

josé marcos

borboleta

borboleta
você posou no meu sonho
e o rio das emoções
correu tremulo pelo coração
iluminando de arco-íris
em um afago mágico
a noite calada da solidão

josé marcos

segunda-feira, 26 de julho de 2010

objeto indireto

há, sim,
o desejoa fervilhar
nas entranhas
lascivo,
teso
embora o sujeito
muitas vezes
não passe
de um objeto indireto

josé marcos

aroma e sabor

claro!
o sonho esboça
o gozo da alegria
dançar, dançar!
quero dançar com você
aproveitar-me
deste chamego
abraçar-te com gosto
do melhor jeito
viajar neste seu molejo
esbaldar-me
no baião... de dois
aroma e sabor
do teu beijo

josé marcos

quase morri...

esta noite
a morte
quis me abraçar
na esquina de sua casa,
fugi!
atirei-me
no esplendor
de seu sorriso,
quase morri...
de prazer
entre suas coxas acolhedoras
a me proteger

josé marcos

pequenas histórias brotam ao acaso

pequenas histórias brotam ao acaso
rasgam imperiosas
entre as entranhas descuidadas
de nossos pensamentos
como setas certeiras e misteriosas
e talvez não nos vejamos depois de amanhã
mas, o afeto se espalhou pelo ar
tomara todos contagiem - se

josé marcos

tormento

AHSHSHSHSHSHSHSHSSSSSSSSH!
suspiro,
tormento,
saudade...
de você!

josé marcos

bah!

bah!
ledo encanto
que se me apunhala
em enganos
bah!
febril paixão
que me estraçalha
o peito em desencontros.
faz-me espalhar pelos cantos
o canto dos desencantos

josé marcos

Santa Mãe desprotegida

um gosto de fel e desespero
povoa minha boca seca
como resumo caótico
da desesperança
nos credos todos
dos deuses todos
dos homens tolos
a inscrever martírios toscos
na história da humanidade
nisto, encharcado de desassossego
enxergo no espelho vivo
- olhar -
a vontade, afoita, de moças insanas
em se desvirginarem
para logo , traídas, acrescentar
novos soldados esfarrapados
de corpo e alma
no incontável exercito
de crianças a tiritar
de fome e frio
pelas ruas das cidades
estas pavorosas trincheiras
rasgadas no coração do planeta azul
Terra!
Santa mãe desprotegida.

jpsé marcos

sábado, 24 de julho de 2010

sereia da noite

seus olhos
são metáforas
que inspiram canções
acalantam mistérios
reluzem perigos
geram desejos
acendem paixões ...
instantâneas
em corações desavisados
do teu encantar
melódica sereia da noite

josé marcos

as margaridas florescem

as margaridas florescem
sempre florescem
entre as arestas da saudade
na troca de olhares
timidamente lançados na noite
como estrelas passageiras
azuis em sentimentos
amedrontadas com o transito
loucas buzinas da cidade
faróis num alucinado pisca-pisca
as margaridas florescem
sempre florescem
para me lembrar do teu sorriso
que escapa corcel
pelos campos verdes
desta minha alegria
gostar de você

josé marcos

contágio

você é . . .
vírus
micróbio
bactéria
que me infecta
desta enlouquecedora,
desta inebriante epidemia . . .
amar

josé marcos

ecologia

esqueletos pilotando,
melancólicos pára-quedas
pousam nos campos
solitários
sobre
os escombros
que
esmagam
impiedosos
a última
semente

josé marcos

casas de papel de seda

no fundo dos teus olhos
mora um planeta
novo e poeta
nele as casas são de papel de seda
e quando chove,
elas não desbotam . . .
florescem
os homens que nele moram
não guerreiam
apenas amam

josé marcos

feito uma feitiçaria

o amor
é uma tatuagem mágica
riscada lentamente
entre o róseo bocejar da aurora
e o boêmio despertar do crepúsculo
em corações ciganos
transcendentes
feito uma feitiçaria

josé marcos

canção pequena

daí,
inventei o mundo
um todo,
riso
enorme abraço
nascido em flores
alegre, feito criança
aquecido na dança do mar
dei pra você ...
você esqueceu na gaveta

josé marcos

romantismo

rebelde
meu desejo invade
castos sonhos
de donzelas

imperfeito
o prazer
tece
conflitos

ah! paixão
fatal
descuido
antropofágico

josé marcos

sexta-feira, 23 de julho de 2010

você não veio mais cantar

você não veio mais cantar
as viagens do coração
tão desvairado sonhador
cotidiano poeta.
você virou a esquina
apesar da festa do vizinho
na rua já cansada
de me ver passar,
o tempo todo,
sem dizer nada
de dor ou brinquedo,
chego e saio cedo!
paro no bar
um gole,
um cigarro
até a lua apagar.
lentamente,
o sol desperta diário
lembra tua voz
tuas canções.
mas . . .
Elis,
você não veio mais cantar

josé marcos

o vento uiva

o vento uiva
entre frestas de janelas tiritantes
os passos do coração retumbam
no frígido quarto com sua cama mal cuidada
onde, esparramada,
embrulho rasgado,
delira minha alma infectada,
de amor e dúvida


josé marcos

this is São Paulo

. this is São Paulo
trânsito
alegria néon
this is são Paulo
crimes
crianças
canção
this is São Paulo
dinheiro
pobreza
emoção
this is São Paulo
this is São Paulo
barulho
ruídos
muito som
this is São Paulo
mulheres
homens
paixão
this is são Paulo
rancores
amores
tesão
this is São Paulo

josé marcos

só pra confundir

sonhos ,
transpassam paredes,
fronteiras e interesses
navegam pensamentos
além da internet.
partículas atômicas,
diluem-se no infinito.
misturam-se em alquimia,
só para confundir
iluminados corações,
que febris de paixão
não decifram mistérios nem segredos.


jsé marcos

trama

a trama lúcida espanta o medo de arriscar a cotidiana incerteza da paixão, tece angustiada a teia tensa de emoções que afloram , dançarinas, tesas borboletas no jardim , inseguro, do coração

o que restou da nossa festa

o que restou da nossa festa
foi este corte
cicatriz
um retrato cansado,
mancha triste na parede,
resto rasgado de um sorriso
o que restou da nossa festa
foi esta aliança, algema ?
um soluço vagaroso
mormaço da antiga alegria
monótono sabor de velhos beijos
o que restou das nossa festa
foi este delírio
saudade ?

josé narcos

pedacinho de cores

vagando nos céus
como pensamentos líricos
de flor em flor sem destino certo
apenas um pedacinho de cores
indiferente ao mundo escuro
levando a vida vivendo
no raiar da aurora seu despertar
ao adormecer do sol seu dormir
aventurando-se nas desventuras do tempo
bailando com a música dos ventos
em um infatigável dançar distraído
profecia inconsciente do ser
alegre sentir da existência
astuto romper das sensações
sorrir da natureza
borboleta


josé marcos

a melhor dançarina

sonhei
uma história nova
havia música
havia dança
você era a melhor dançarina

josé marcos

inspirando

narinas
inspirando
sonhos
químicos
calam
vozes ...
param
corações

josé marcos

buh! bapt! bun

buh! bapt! bun!
um ligeiro blues lilás
embaixo do travesseiro,
a trilha sonora ideal
para passeios em Júpiter
buh! bapt! bun!
lá vai a nave transparente,
rápida estrela cadente
transbordante em chocolate
só para alvoroçar os sonhos dos guris
buh! bapt! bun!
um ligeiro rock vermelho
no centro do coração
a trilha ideal
para passeios em Saturno
buh! bapt! bun!
lá vai a nave transparente
rápida estrela cadente
transbordante chocolate
só para inquietar os sonhos dos guris


josé marcos

verso

quisera eu,
perplexo!!!!!!!!!!!!!!!!!!
mergulhar
tão profundamente
no infinito
da poética que,
irremediavelmente,
sentir-me-ia
verso

ética

histérica
a ética
joga-se nua,
nos braços da loucura,
em êxtase,
profana a fama da donzela
a se deflorar,
saborosamente,
atrás de um templo
sem tempo,
desejo

josé marcos

meu silêncio

foge-me
à compreensão
o tão pouco
que me entendes ,
então,
meu silêncio
propicia
tua prolixia

kosé marcos

no dia em que perdi 20 reais

descobri seu nome e enxerguei,
sonhador que sou,
uma possibilidade, nova, de encanto
sem endereço ou “interesses”
lembrei-me do troco recebido a maior n’outro dia,
de velhas histórias de fadas e bruxas
dos sonhos e pesadelos
de tantas coisas boas e do medo
a roubar-nos, piegas, a magia.
no dia em que perdi 20 reais
caminhei, noturno, pela cidade
a lua palpitava,sensual,
sorrateiros encantos despoetalando,
capciosa,
desejos de improviso
imprevistos em olhares desapercebidos
que passeiam desatentos por Beltequins incrustados nas esquinas,escondidas, da “Paulicéia“
acarinhando ledos artistas que se fartam na embriaguezm, sem aviso, de canções sem partituras,
escritas em guardanapos ou registradas
na lembrança ébria de assíduos frequentantes que ressurgem
hora ou outra de improviso.
no dia em que eu perdi 20 reais
acalentei um novo desejo
ouvir de tua boca versos, imprevistamente, líricos
a inquietar-me em arrepios a sublime possibilidade de ganhar-te...
inesperado beijo e, quiçá, em um arroubo, receber seu telefone

josé marcos

sinas

assinale as sinas
símbolos cabais
canibais
expostos na kabala
embala a vida
abala
a bala na mandala
para manda-la
ao fundo do poço
sem esforço
seu moço

jose marcos

movimento

meu samba
é um movimento
que quando entra na avenida
vira uma oração
o povo canta
“seus males espanta”
só alegria!
sonhos se misturando
esplendida esta folia,
uma harmonia existencial
pra que tristeza ?
êta coisinha banal !
o que importa ,
o que vale,
é nossa fantasia geral
de que a vida, um dia,
vai se transformar
em um eterno carnaval

josé marcos

só porque te amo

só porque te amo
não fico maluco
não rasgo dinheiro
nem ponho a cara à tapa
ver minha cidade
suja e sanguinária
dá-me um alvoroço
no centro do coração
só o teu abraço
pra me dar coragem
de atravessar a rua
insana e traiçoeira
acalmar meu lado selvagem
se minha vida
é quase um paraíso
tenho certeza
você é a culpada disto
só porque te amo

josé marcos

nem depois de amanhã

Morro do Querosene
pedaço de mundo
onde na praça da árvore,
palpita um coração,
cantando enfeitiçante
pra meu boi brincalhão
chegar para dançar
guiando o batalhão
em vivas a São João
enquanto a lua,
linda musa prateada,
entre estrelas encantadas
ilumina escancarada
todo o povo
para a brincadeira
não terminar
nem depois
de amanhã

pelos becos

a minha cidade
é um grande coração
que aos povos de qualquer lugar,
aos filhos de toda nação,
sem sutilezas estende a mão
São Paulo da garoa
terra santa, terra boa
esculachada, mal amada,
abrigas em teus braços
meu amor,
minha musa,
e os cantos
que pelos becos
acalmam a solidão

cristal

Maria brasileira
você é minha vacina
contra o mau humor
meu amuleto
floral ecumênico
com todos simbolismos
trejeitos e conceitos
efeitos fluídicos
incontestável querença
meu regalo,
um mimo
porta, janela, ideograma
soluço
cristal !!!!!!!

dialética

o maracatu
avança frenético
riscando sonhos
aqui, acolá
reis e rainhas plebeus
como tu
como eu
sacodem a multidão
tambores estremecem
dando o tom da orgia
caoticamente organizada
enquanto
nas ruas
nas praças
a alegria impera
dialética

no dia que eu enlouquecer

no dia que eu enlouquecer
você, não deixa me internarem
dá-me um bombom
vou lembrar...”delícia”
d’um beijo
minha inconsciência, larva feroz,
não negará os desejos
lúcido entregar – me – ei aos caprichos do ocaso
como, sempre, mostrando meu RG e CPF

serenas

serenas,
as pétalas
banham-se
no orvalho
enquanto a lua,
calmamente,
emoldura os suspiros
dos enamorados

josé marcos

fim

como
luz
que se apaga
ao final
no último capitulo
lê-se
fim.


josé marcos

um coração cantador

o menino cresceu
carregando no peito a estrela
um coração cantador
com uma cabeça de lua
um rabo colorido de cometa,
e nos cantos da Terra
os poetas fazem versos
pequenas histórias dos povos
de meninos descalços na rua
suaves anjos brincando
no barro
fazendo da vida uma canção
embora lágrimas rolem
doidas
nos rostos das moças morenas
e os cantadores
elevam sua melodia
ao passeio do vento
que andarilho
espalha nas montanhas
no bailado infinito do mar
a beijar ousado a areia
abraça poderoso as toscas canoas
de pescadores
feito um mistério.
uma magia
que ensolarada
faz-me te amar
mostrar em cada sonho
aos passageiros da vida
um sorriso brilhante ...
teu sorriso
enfeitando a cidade
brincando nas rodas
ciranda de crianças
com gracejos
coloridos vitrais de emoção
esperando em cada esquina
ou atalho
da vida

josé marcos

no arrepio da flor da pele

a noite tece seu véu
frio e escuro
que acalenta
no ventre um calafrio
preguiçoso a despertar
nas cabeças cansadas
todo o gozo nublado das lembranças
no momento em que, talvez,
adormecida sonhas
trafego insone a página nua
a rabiscar palavras
rememorar saudades.
a memória por sua vez se aquieta
como se quisesse ficar solta
em um abandono
viva, mas dormente
escondida nas andanças das idéias.
entretanto, o hálito moço da alegria
vem lembrar as imagens de outrora
acobertadas sob o manto mesquinho do orgulho
iluminando o rosto em um sorriso.
o sentir , novamente, desabrocha
como rosas revividas
na fragrância de um frasco
manso,
retorna
no arrepio da flor da pele.

josé marcos

quinta-feira, 22 de julho de 2010

quando

quando
o encantado abraço
do entardecer
afagar teu corpo
meu prazer se espalhará
em suas entranhas
como o sol
penetrando no universo
inconseqüente e maravilha
então,
vou passear novo
em seus sonhos
e nos desejos emocionados
dos teus olhares

josé marcos

cintilar

sem juízo
um sorriso
escorrega pelo rosto
a cintilar apenas
o brilho gostoso
da emoção,
amar-te !

josé marcos

a sombra descansa

na parede
a sombra descansa,
difusa e só
sem ira nem sorriso.
guarda, negra, uma história,
muitas histórias,
sabe de planos,
segrega segredos
sonhos,
desejos.
na parede a sombra descansa,
minha sombra,
ou sou eu ?
lembrando de você.

josé marcos