a noite tece seu véu
frio e escuro
que acalenta
no ventre um calafrio
preguiçoso a despertar
nas cabeças cansadas
todo o gozo nublado das lembranças
no momento em que, talvez,
adormecida sonhas
trafego insone a página nua
a rabiscar palavras
rememorar saudades.
a memória por sua vez se aquieta
como se quisesse ficar solta
em um abandono
viva, mas dormente
escondida nas andanças das idéias.
entretanto, o hálito moço da alegria
vem lembrar as imagens de outrora
acobertadas sob o manto mesquinho do orgulho
iluminando o rosto em um sorriso.
o sentir , novamente, desabrocha
como rosas revividas
na fragrância de um frasco
manso,
retorna
no arrepio da flor da pele.
josé marcos
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