sexta-feira, 23 de julho de 2010

no dia em que perdi 20 reais

descobri seu nome e enxerguei,
sonhador que sou,
uma possibilidade, nova, de encanto
sem endereço ou “interesses”
lembrei-me do troco recebido a maior n’outro dia,
de velhas histórias de fadas e bruxas
dos sonhos e pesadelos
de tantas coisas boas e do medo
a roubar-nos, piegas, a magia.
no dia em que perdi 20 reais
caminhei, noturno, pela cidade
a lua palpitava,sensual,
sorrateiros encantos despoetalando,
capciosa,
desejos de improviso
imprevistos em olhares desapercebidos
que passeiam desatentos por Beltequins incrustados nas esquinas,escondidas, da “Paulicéia“
acarinhando ledos artistas que se fartam na embriaguezm, sem aviso, de canções sem partituras,
escritas em guardanapos ou registradas
na lembrança ébria de assíduos frequentantes que ressurgem
hora ou outra de improviso.
no dia em que eu perdi 20 reais
acalentei um novo desejo
ouvir de tua boca versos, imprevistamente, líricos
a inquietar-me em arrepios a sublime possibilidade de ganhar-te...
inesperado beijo e, quiçá, em um arroubo, receber seu telefone

josé marcos

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