terça-feira, 27 de julho de 2010

o badalar dos sinos

a boca frouxa
cantou fraca e rouca
seu canto não saiu valente
apenas tímido
só indigente
mas ao ouvido afoito
soou tal o badalar dos sinos
anunciou a lucidez do anônimo
exigiu a força do fraco
mostrou a coragem do covarde
e de repente um maciço alarido
toma posse da praça
é o povo cobrando possesso
os dividendos do progresso
foi uma festa
uma grande festa
pena que acabou a luz
você foi embora
e nem esqueceu ...
um sorriso

josé marcos

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